sábado, 20 de setembro de 2014

Um filme aos sábados
O Sol, caminhando contra o vento



O Sol, caminhando contra o vento, dirigido por Tetê Moraes e Martha Alencar, é um documentário que busca retratar a trajetória do jornal da imprensa alternativa O Sol.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Os Direitos Humanos e o Cinema


Cláudia Mogadouro

O tema dos direitos humanos está na pauta, não somente na área do direito, como também nas áreas de história, filosofia, ciências sociais, entre outras áreas do conhecimento. A conquista dos direitos humanos ainda está na esfera do desejo e na perspectiva de um mundo melhor a ser construído. A educação em direitos humanos vem se estruturando e o cinema é um potente instrumento nesse processo.

Até a Idade Média e início da Modernidade não havia, na sociedade dita civilizada, a ideia de que não se pudesse matar ou escravizar outra pessoa, ou ainda que crianças e velhos deveriam ser protegidos. Muitos foram mortos por conta de suas crenças e de suas ideias. No século XVIII, o chamado de Século das Luzes, filósofos propõem novos conceitos, dentre eles os “direitos naturais” ou os “direitos essenciais da pessoa”. Teve início o questionamento das desigualdades, dos maus tratos de uns sobre outros e, mesmo, dos direitos à vida digna e à liberdade, estendida a todos.

Esses questionamentos foram pilares de lutas, guerras e revoluções que resultaram em conquistas importantes que garantiram as igualdades de direitos elementares das pessoas, ou de alguns segmentos sociais. Formalizadas em leis de proteção elas integram, por exemplo, a Carta dos Direitos dos Estados Unidos ou Declaração dos Direitos dos Cidadãos dos EUA (1789-1791), resultante da Guerra de Independência daquele país, e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789-1793), resultante da Revolução Francesa. Esses documentos foram saltos qualitativos nas transformações sociais e culturais desses momentos históricos. No entanto, uma lei não muda de imediato um hábito arraigado. E as leis são compreendidas e implantadas segundo visões e interesses.

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Música
Que pena



o Sambasonics toca, de Jorge Ben, "Que pena", em 2012.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Arte em Destaque
O cervo ferido (1946) - Frida Kahlo


“Tardiamente em sua vida, Kahlo interessou-se por antigas religiões e pelo misticismo oriental, e ‘O cervo ferido’ é uma assimilação de sua herança europeia e mexicana a estas antigas crenças. A imagem da cabeça é de Kahlo colocada no topo do corpo, perfurado por setas. As setas sem dúvida referem-se a sua própria dor e sofrimento devido a seus ferimentos, bem como ao seu difícil casamento com Diego Rivera. Ao pé da pintura, Kahlo escreveu ‘carma’, aludindo a estas antigas crenças místicas. Ela também combina o sistema de crenças oriental com o asteca. Um antigo símbolo asteca, o cervo, simboliza o pé direito, e nisto ela estava aludindo a seu lado direito ferido, o pé que havia sido esmagado em um acidente de ônibus, e a perna direita fraturada em onze diferentes lugares. Um ano antes de sua morte, sua perna direita foi amputada até o joelho, em função de complicações da gangrena.”

Via WikiArt.